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7 coisas simples em PHP que alguns ainda complicam

Fonte: http://www.phpit.com.br/artigos/7-coisas-simples-em-php-que-alguns-ainda-complicam.phpit

7 coisas simples em PHP que alguns ainda complicam

Por Rafael Jaques • Dicas • 15 de março de 2010 • 20 comentários
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Post original por garotosopahttp://garotosopa.wordpress.com/2009/05/30/7-coisas-simples-em-php-que-alguns-ainda-complicam/

É comum ver scripts com dezenas de linhas de código pra fazer algo extremamente simples. Fica aqui meu apelo desesperado com algumas dicas rápidas.

1. Listar arquivos de um diretório

Se não houver um motivo muito claro pra usar opendir, readdir e closedir (não consigo pensar em nenhum), a forma mais prática de listar o conteúdo de um diretório é com DirectoryIterator:

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$iterator new DirectoryIterator('/var/www');
  
foreach $iterator as $entry ) {
    echo $entry->getFilename(), "
";
}


Se for necessário listar os arquivos recursivamente, percorrendo todos os subdiretórios, é só usar o RecursiveDirectoryIterator junto com o RecursiveIteratorIterator:

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$iterator new RecursiveDirectoryIterator('/var/www');
$recursiveIterator new RecursiveIteratorIterator($iterator);
  
foreach $recursiveIterator as $entry ) {
    echo $entry->getFilename(), "
";
}

Com um pouco de criatividade, é possível estender essas classes com qualquer lógica facilmente, como por exemplo, para montar uma árvore com a estrutura dos diretórios.

2. Montar e desmontar query strings

Mesmo que menos comum (e menos útil), colocar uma query string numa URL é um trabalho trivial demais pra ser feito com implode, concatenando tudo ou qualquer outro método engenhoso. Desde o lançamento do PHP 5 é possível contar com a http_build_query:

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$dados array(
    'hl' => 'pt-BR',
    'q'  => 'Forgetting Sarah Marshall',
    'testa-escape' => 'acentuação',
);
  
echo http_build_query($dados);
// hl=pt-BR&q=Forgetting+Sarah+Marshall&testa-escape=acentua%C3%A7%C3%A3o

E o inverso também é possível com as funções parse_url e parse_str:

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$url parse_url('http://www.google.com/search?q=anneke+van+giersbergen&num=50');
  
parse_str($url['query'], $query);
  
echo $query['q'];
// anneke van giersbergen

Só fique atento que, por motivos alheios ao bom senso, parse_str por padrão extrai as variáveis no escopo onde foi chamada. É necessário passar um segundo argumento para ter um array gerado por referência, como no exemplo acima com a variável $query.

3. Ler páginas remotas

Dentre todas as implementações, a mais desnecessária costuma ser fsockopen, fwrite, feof, fgets e fclose para ler arquivos remotos por HTTP.

Uma função já resolve:

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$contents file_get_contents('http://php.net/file_get_contents');

Isso é possível graças aos protocol wrappers que encapsulam a lógica de acesso aos respectivos protocolos, tal como HTTP. Esta forma de acesso, no entanto, depende da configuração allow_url_fopen estar habilitada no php.ini (que é o padrão).

Para ler os response headers da requisição, utilize fopen com stream_get_meta_data.

E se um dia você quiser impressionar a mulherada, veja a função stream_wrapper_register para criar o seu próprio protocol wrapper.

4. Submeter dados por post para uma página remota

A coisa fica mais complicada quando o desenvolvedor pensa em usar cURL pra submeter dados por POST para outro servidor. A extensão até tem seu mérito, mas usá-la apenas pra este propósito é um grande equívoco.

As funções que fazem uso dos protocol wrappers aceitam um objeto de stream context, criado pela função stream_context_create, para configurar alguns aspectos do protocolo. As opções de contexto do protocolo HTTP permitem definir, entre outras coisas, o método de acesso (GET, POST, etc) e o conteúdo a ser postado:

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$content = http_build_query(array(
    'cidade' => 'Rio de Janeiro',
    'tipo'   => 'Apartamento',
));
  
$context = stream_context_create(array(
    'http' => array(
        'method'  => 'POST',
        'content' => $content,
    )
));
  
$contents file_get_contents('http://exemplo/teste.php', null, $context);

Quando não for necessário ler o retorno da requisição, basta chamar a url com fopen passando o contexto como quarto argumento.

5. Fazer download de um arquivo remoto

Vale lembrar que a maioria das funções de stream e filesystem aceitam URLs completas e fazem uso da abstração do protocolo. O que eu vejo muita gente esquecer é que isso inclui a função copy:

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copy($url'/tmp/' . urldecode(basename($url)));

O trecho acima vai baixar a imagem remota e salvar no arquivo local /tmp/Terri Clark.jpg. E caso não seja óbvio, “local” se refere a quem está executando o script PHP, que no caso será o seu servidor caso seja um script web, e não o cliente que está acessando pelo browser.

Se o objetivo for realmente repassar o conteúdo remoto para o cliente que estiver acessando pelo browser, o script é igualmente simples:

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$handle fopen($url'r');
  
$meta_data = stream_get_meta_data($handle);
  
// Repassa todos os headers do servidor remoto para o nosso cliente
foreach $meta_data['wrapper_data'as $header ) {
    header($header);
}
  
// Repassa o conteúdo para o nosso cliente
fpassthru($handle);

Considerando que estamos apenas testando a funcionalidade. Ter um script de proxy totalmente funcional é bem mais complexo, e certamente já tem algo pronto por aí.

6. Fazer cálculo com data

Dentre todas as simplificações possíveis, a que mais costuma comover é a função strtotime. Pra quem já está acostumado, parece que não faz mais do que sua obrigação. Mas pra quem ainda faz cálculos com data multiplicando por 86400, chega a parecer mágico:

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echo 'Amanhã: 'strftime('%A'strtotime('tomorrow'));
// Amanhã: domingo
  
echo 'Próxima segunda: 'strftime('%d de %B de %Y'strtotime('next monday'));
// Próxima segunda: 01 de junho de 2009
  
echo 'Vencimento: 'strftime('%d/%m/%Y'strtotime('+3 months'));
// Vencimento: 30/08/2009

Mais exemplos você mesmo pode ver no manual do PHP ou na página de Date Input Formats do projeto GNU. Para o nome dos meses e dias da semana ficarem em português, utilize setlocale(LC_TIME, ‘pt_BR’); antes de chamar a função strftime.

7. Escapar sql e html

Felizmente nunca mais vi nenhum script com aberrações anti-sql-injection, mas há algum tempo era possível encontrar pessoas removendo palavras-chave de SQL de todas as strings que íam para o banco de dados. Se o usuário digitasse palavras como select, delete ou drop, elas eram simplesmente removidas da frase. Isso quando o programador não interrompia o script e acusava o usuário de estar tentando explorar alguma falha de segurança. Eu juro, isso existia.

Ao trabalhar com PDO, a melhor opção (pra não dizer a única!) é utilizar prepare e execute pra separar a query em si dos seus parâmetros:

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$conexao new PDO('mysql:dbname=banco;host=localhost''login''senha');
  
$uf 'RJ';
$idade = 18;
  
$sth $conexao->prepare('SELECT nome FROM pessoa WHERE uf = ? AND idade > ?');
  
$sth->execute(array($uf$idade));
  
while $row $sth->fetch() ) {
    echo $row['nome'];
}

Se estiver utilizando drivers nativos, veja as funções mysql_real_escape_string ou mysqli_prepare emysqli_stmt_bind_param, dependendo da extensão. Certamente outros bancos de dados têm a mesma funcionalidade.

A única preocupação é garantir que os parâmetros não se misturem com a query; não precisa inventar moda e remover o que o usuário digitou.

Outra confusão comum é ao escapar HTML. O objetivo é evitar que o texto digitado por um usuário seja interpretado pelo browser de todos os usuários do site.

Conceitualmente, esta é uma responsabilidade da camada de exibição. O template é que deve utilizar htmlspecialchars antes de gerar a saída na tela, e não antes de salvar no banco. Isso garante que o conteúdo que está no banco é fiel ao que foi digitado pelo usuário e pode ser reaproveitado em outras mídias além do HTML.

O que pode e deve ser feito é filtrar conteúdo realmente indevido, como caracteres inválidos ou espaços extras, dependendo da aplicação.

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